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sábado, 6 de novembro de 2010

saber como ver pelo outro lado



Compreender




Entramos na era da incongruência desatenta da razão.
Esses recentes sentimentos egocêntricos da à sensação de que vivemos no sentido de perdurar e não existir. Possuímos um prazo de validade e perdemos a chance de contemplar especialidades que só o homem pode inventar. O duro é que muitos, apenas passam pela vida, sem perceber a importância de amar, a dádiva de compartilhar e se tornar notável.
Só que aqui, todos querem aparecer, simplesmente por deixar o efeito da ignorância atingir o ego que não dá conta de contentar com seus próprios anseios, a ponto de destruir sentimentos alheios, sem distinguir o sensato do incerto.
Às vezes nos deparamos com situações um tanto constrangedoras, considerando que todos possuem um grau de sensibilidade, ou seja, cada pessoa tem um nível de acanhamento perante condutas que relativamente não fazem parte da essência e propósito dos nossos valores existenciais. Como por exemplo:

- Nossa... Você viu aquela pessoa alí? - Olha a roupa que ela veste! - Que ridículo!
- Nossa... Pior que é verdade né! - Está horroroso! - Tinha que ser ela... Mesma!

A sordidez toma conta da humanidade e sem pudor nós não perdemos a chance de ridicularizar tudo que aparentemente não agrade ou até mesmo incomode. Ao invés de questionarmos assuntos relevantes que ajudaram a melhorar os comportamentos humanos, preferimos maliciar o que já é vulnerável ou inofensivo.





 



 Contudo, como tudo é concernente, a gente cai na mesma situação e sem notar, pré-julgamos como se fosse um costume natural.
É tão automático criticar sem compreender e entender que ninguém é igual, ideológico ou fisicamente. Esquecemos que espiritualmente, somos centelha de uma mesma mina de luz, que pulsa forças que só espera fazer a nossa aproximação e jamais a separação.
Devemos acalentar a presa que sentimos em pré-julgar sem pré-amar, pois às vezes é tarde, e talvez, sem querer, colaboramos com a insana vulgaridade que sem observar, entra em nós deixando rastros de incompreensão, impaciência e intransigência.
Um dia quem sabe, conseguiremos enxergar a astúcia e ao mesmo tempo aprender a amar um sujeito sem descriminar seu caráter, sua cultura, suas diferenças que na verdade, tenta procurar sua sorte em paixões passageiras e levianas.



E se de tal sorte estiver acontecendo esse movimento introspectivo em nós, é porque, com certeza, já compreendemos um pouco das lições de Cristo, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Sócrates, Gandhi, Chico Xavier, e outros.

Um comentário:

  1. É daí que se tira um entendimento empático. Por muita das vezes pré-conceituamos/pré-julgamos as pessoas pelo que elas vestem, gostam ou deixam de gostar, são ou deixam de ser, etc. Acho que o texto quis mostrar que o que torna uns e outros felizes não necessariamente há de tornar todos felizes. Não podemos ser egocêntricos ao ponto de pensar que tudo e todos devem seguir um padrão de gostos, preferências, estilos e jeitos. Por mais estranho que o alheio seja ao seu padrão pessoal, temos que respeitar. O que importa é que cada um seja feliz, cada qual à sua maneira. É fundamental que nos coloquemos no lugar do outro antes de julgar, pensando se gostaríamos de ser reprimidos/condenados daquilo que nos faz felizes. Compreender o outro é uma arte! Como diria o Caetano Veloso, "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

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